
Prometheus (2012), Ridley Scott.
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Um filme que gerou muita polêmica na época em que estreou, do tipo que você ama ou odeia. Eu, no caso, fico no meio-termo. Acho que é um filme com ideias boas, mas que se perde numa execução ruim. Ao mesmo tempo, é um filme válido justamente porque mergulha na mitologia do universo da franquia Alien. A história acompanha a tripulação da nave Prometheus enquanto seus tripulantes chegam ao planeta LV 223 em busca dos supostos criadores da humanidade, os Engenheiros, e é quando tudo dá errado.
Inicialmente, o filme se chamaria Alien: Engineers (Alien: Engenheiros). A ideia era ser uma prequel que apresentaria a criatura conhecida pelos fãs e pela produção do primeiro filme como Space Jockey, o piloto espacial ossificado que a tripulação da Nostromo encontra no filme de 1979. Prometheus é a tentativa do Ridley Scott de expandir a mitologia do universo de Alien, trazendo ideias antigas que ele nunca conseguiu usar no primeiro filme e misturando tudo com ideias do livro Eram os Deuses Astronautas?, do suíço Erich von Däniken, que defende que civilizações antigas da Terra teriam sido influenciadas por extraterrestres. O problema é que, apesar das ideias boas e da escala épica, o filme se perde com personagens mal desenvolvidos, decisões idiotas, momentos confusos e uma protagonista que tenta ser uma nova Ripley, mas não recebe força o bastante do roteiro para isso.
Ainda assim, Prometheus tem seus méritos. O visual é impressionante, tem boas sequências de ação e o sintético David do Michael Fassbender é facilmente um dos melhores personagens da franquia. Muitas ideias da história foram desenvolvidas depois nos quadrinhos da saga, que aprofundam a questão dos Engenheiros, chamados de Mala’kak, e expandem vários conceitos criados para o filme. Para quem gosta da franquia e da mitologia, vale a pena assistir.
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