Alien: Covenant

Alien: Covenant

Alien: Covenant

Alien: Covenant (2017), Ridley Scott.

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Uma indicação não tanto pela qualidade da obra, mas pela controvérsia que ela provocou com seu lançamento. Na verdade, Alien: Covenant sempre me despertou emoções conflitantes, porque não é um filme exatamente ruim, mas também não é tão bom quanto gostaria de ser.

A história se passa no ano de 2104 e acompanha a tripulação da nave Covenant, que está a caminho de um planeta chamado Origae-6 para iniciar uma nova colônia. Só que, no meio do caminho, eles sofrem um acidente, a tripulação é despertada de forma abrupta e acaba encontrando uma transmissão suspeita que os leva até um planeta supostamente paradisíaco onde eles poderiam estabelecer a colônia antecipadamente. Isso porque o acidente comprometeu a viagem até Origae-6, que agora levaria muito mais tempo. Esse planeta paradisíaco surge como uma opção mais próxima e aparentemente mais favorável. Quando eles chegam ao planeta, claro que tudo dá errado.

Durante a jornada nesse planeta, eles acabam encontrando David, o sintético sobrevivente da nave Prometheus, cujos experimentos e ambições acabam puxando o filme para um lado mais filosófico que não consegue se sustentar e acaba se revelando problemático.

Até certo ponto, o filme funciona pela mistura de terror espacial e mistério bizarro que sempre esteve presente na franquia. O problema é que Alien: Covenant tenta ser muita coisa ao mesmo tempo e se perde justamente nas suas maiores pretensões, especialmente quando sugere que o David teria criado os xenomorfos, algo que, posteriormente, foi desmentido e desconsiderado em vários materiais oficiais da franquia, incluindo a novelização oficial de Alien: Covenant, escrita por Alan Dean Foster em 2017, o RPG oficial de Alien lançado em 2019 e a maravilhosa série Alien: Earth de 2025. A questão com David e os xenomorfos e sua pretensão filosófica mal elaborada são os principais problemas do filme, que acabaram enfraquecendo uma premissa que tinha potencial, da mesma forma que aconteceu com Prometheus.

Ainda assim, Alien: Covenant vale pela controvérsia, pelo personagem David, pelas boas ideias mal aproveitadas (como os neomorfos) e por fazer parte do universo incrível e às vezes meio caótico da franquia Alien. É um filme que eu recomendo, com ressalvas. Vale conhecer Alien: Covenant pela franquia como um todo, mesmo com os delírios do Ridley Scott.

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