Alien: Romulus

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Alien: Romulus (2024), Fede Alvarez.

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Uma história nova e maravilhosa no universo de Alien. A trama se passa décadas depois dos eventos da Nostromo, a icônica nave do filme original. Aqui, acompanhamos um grupo de mineradores em uma colônia espacial da corporação Weyland-Yutani, vivendo em condições precárias e cada vez piores em um planeta mal terraformado onde todo mundo está morrendo. E é aí que Alien: Romulus se torna uma coisa maravilhosa que não deixa nada a desejar aos filmes originais, porque sabe usar suas referências.

O filme pega o melhor de Alien: O Oitavo Passageiro de 1979 e Aliens: O Resgate de 1986, usa suas referências com sagacidade, e ainda adiciona conexões com Prometheus através da gosma preta e da criatura híbrida chamada The Offspring (A Prole), misturando muito bem a opressão corporativa com os horrores do espaço.

Tudo funciona maravilhosamente bem, com uma direção segura, a sensação claustrofóbica clássica da franquia e a forma como os xenomorfos são revelados através de uma atmosfera que vai crescendo em mistério e tensão. Os protagonistas também se destacam. Rain e seu irmão adotivo sintético, Andy, conseguem transmitir muita humanidade através da relação conturbada e do laço compartilhado, que é confuso, mas muito bem construído. A Rain captura muito bem a vibe Ripley de ser, o que ajuda a colocá-la no centro da ação, na luta pela sobrevivência contra os xenomorfos. Ela se constrói como uma heroína de ação da franquia de forma fantástica.

Alien: Romulus é muito bom porque sabe usar seus personagens, seus cenários, suas ideias e suas referências para construir um grande filme da franquia.

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